Carrer de L’ Almudaina - a Rua ideal para conhecer um pouco mais da história de Mallorca

A Carrer (rua) de L’ Almudaina está muito próxima à Catedral e à Prefeitura de Palma. É muito fácil de encontrá-la. Começa na Carrer Palau Reial e termina na Carrer d’en Morei. É bastante estreita e curta. É uma rua típica do centro histórico de Palma de Mallorca com um fantástico acervo cultural. Aqui você conhecerá  casas senhoriais e os seus pátios. Apresentam-se em diversos estilos. Um famoso arco une-se  ao conjunto para lhe dar mais glamour ainda!

A cidade de Palma foi fundada pelos romanos no ano 123 a.C. e Mallorca esteve sob o comando dos árabes de 903 a 1.229.

Todos os nomes que começam por “al” são de origem árabe e Almudaina significa fortaleza (al-mudayna).

Vamos ao assunto e começo pelo primeiro pátio:

 

Can Oleo - Carrer de L’Almudaina nº 4.

A casa é do século XIII. Entretanto no século XV pertenceu a uma família de corsários da Coroa de Aragão chamada Thomàs. O seu nome atual procede da pessoa que foi o seu último proprietário, Francesc Oleo, que era médico. Tem uma extensão de mais de 2000 metros quadrados distribuídos em 4 andares. O que se pode ver e visitar deste edifício, que é protegido como Bien de Interés Cultural, é a entrada principal, ou seja, o seu pátio. Esteja atento aos detalhes da escada gótica do século XV que nos chama a atenção  e que está à esquerda.É única neste gênero na cidade. Está decorada com motivos circulares imitando rosas. 

À direita estão as janelas de estilos renascentista e gótico. Simplesmente fantásticas. Por certo, Can Oleo esteve sob reforma durante 5 anos e foi reinaugurada em 2011.

Atualmente é a Sede da UIB - Universidade das Ilhas Baleares.

 

Seguindo o nosso passeio, a próxima casa chama-se Can Oms - Carrer de L’Almudaina nº 7. Foi propriedade de Jerònim Doms em 1.642. Ele era de origem nobre. Durante os séculos XVII e XVIII foi habitada pela Familia Oms. O pátio é bastante amplo: à esquerda existe um portal com uma decoração gótica, proveniente de uma outra casa. À direita, depois de um bonito artesoado de madeira e os arcos rebaixados está uma cisterna com formato octogonal.

Não deixe de fotografar uma janela que compõe-se com um balcão - em espanhol “ventana balconera” - aí apreciamos o brasão da Familia Oms.

O acesso à casa era feito por umas escadarias com varanda forjada em ferro. Muito elegantes.

 

A outra casa senhorial encontra-se no número 9 - chama-se Can Bordils (também Can Villallonga-Escalada ou Can Sureda-Zanglada). De acordo com a história, este prédio tem a sua origem na época islâmica. Pertenceu à varias famílias e o seu último nome provêm dos “Bordils” que aí habitaram do século XVII ao século XIX.

 

Muito interessantes as duas janelas renascentistas na sua fachada. Em Mallorca, como em muitas cidades da Europa, era muito comum que as famílias com alto poder aquisitivo, tivessem o seu próprio escudo. Este era colocado nas portas, colunas ou janelas, como neste caso. 

Em 1.554 a Familia Sureda-Zanglada a reformou. O pátio de Can Bordils é quadrado e tem arcos nos quatro lados.

Tanto Can Oms como Can Bordils pertencem à Prefeitura de Palma e têm um horário que podem ser visitados e fotografados os seus pátios, ou seja, de segunda-feira à sexta-feira, de 09:00 às 14:00, exceto feriados. Fora destes horários, poderão ser fotografadas da rua.

 

As surpresas não terminaram…

Pegadinhos à Can Bordils, e, sempre está fechado o portão, mas pode-se fotografar perfeitamente, existem dois arcos renascentistas que são resultado de uma reforma  feita no imóvel quando este era habitado, de acordo com informações da Guia de Turismo das Ilhas Baleares, Maria Dolores Garcia Lopez, Lola.

Agora volto a falar dos romanos! Aproveite para fotografar o Arco de L’Almudaina, que com certeza, é a joia da coroa. Era a porta do recinto romano. Esta rua estava dentro da planificação urbana deste Império. Era o "Desumanos Norte". Nos tempos dos árabes foi usada como acesso ao Palácio de la Almudaina, de onde procede o seu nome.

Detrás do Arco existe uma estrutura de cimento usada desde os tempos mais antigos para evitar o golpe das rodas das carruagens. É engenhoso.       

Você verá um divertido mini crocodilo na parede de frente ao Arco. Não se assuste. Ria e muito! Este é fruto da famosa lenda palmesana “El Drac de na Còca”. Dizem que no século XVII um dragão assustava as pessoas que viviam perto da Catedral de Palma e adjacências quando saía de noite para buscar comida…

Mas as suas aventuras terminaram quando o valente Capitão Bartomeu Coc matou-o com a sua espada. Será que era um dragão ou uma pequena lagartixa? Mistérios e dúvidas da natureza!

 

O seu tour chegou ao final. E esta é a esquina da Carrer D’en Morey, outra rua icono em Palma. 

Eu curti muito escrever este blog e dar a você todas as dicas sobre a cidade de Palma de Mallorca que é super interessante.

Quer saber mais coisas ou tem alguma dúvida, é só escrever para  info@eliana-guia.com . Terei muito prazer em esclarecê-la. Achou útil? Por favor, compartilhe com os amigos.

 

Até a próxima vez e muitos abraços de Mallorca,

Eliana Pacifico

Guia Oficial de Turismo das Ilhas Baleares.

 

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Artà 2 (sáb, 10 oct 2020)
Iglesia Parroquial de la Transfiguración del Señor - A construção original desta igreja começou no século XIII depois da conquista de Mallorca pelo Rei Jaime I de Aragão. Entretanto, em 1573, os governantes iniciaram a construção de um novo prédio para substituir o anterior. Eles demoraram aproximadamente uns dois séculos para  concluirem as obras. Mosaico na calçada em frente à igreja Mosaico na calçada em frente à igreja  Nos dias de hoje, o acesso à igreja, pode ser feito através de dois portais: “Portal Mayor” ou “Ses Dones” (mulheres), que é do século XIX ou o “Portal dels Homes (homens), que é do século XVIII, e que não foi terminado. O edifício é enorme e no seu exterior os contrafortes que ajudam na sustentação da sua abóboda nos chamam muito a atenção além de desempenhar um papel de embelezamento do conjunto religioso. No interior desta igreja existem 14 capelas entre as quais dedicadas à Santa Luzia, Santo Antônio Abad, São José e ao Rosário. Santuario de San Salvador - Perto da igreja paroquial existe uma escadaria com 180 degraus que nos leva ao Santuario de San Salvador. De acordo com os historiadores alí existia uma mesquita que pertenceu a uma  fortificação que chamava-se Almudaina. Era bastante estratégica na época dos árabes. O Rei Jaime I de Aragão em 1229 apropriou-se do lugar e ordenou a construção de um edifício cristão. Este recinto encontra-se dentro de uma muralha que varias vezes foi modificada.  Na muralha também existem varias torres sendo que uma delas está dedicada a São Miguel. O atual santuário foi construído em 1825 e possui uma igreja de estilo renascentista que conserva uma escultura da “Virgen de Sant Salvador” trazida da Catalunha por monges que acompanhavam o Conquistador de Mallorca. Outro detalhe importante é que o templo anterior serviu como hospital em 1820 durante a peste bubônica que matou mais de 1.200 pessoas em Artà e cidades vizinhas. Dentro deste recinto encontra-se a “Casa del Donat” que é originaria do século XVI e era onde morava a pessoa encarregada de administrar todo este conjunto. Ela foi reformada em 1971. Destaca-se uma janela renascentista decorada com padrões vegetais geométricos.  Monasterio de Santa María de Bellpuig - Está localizado no Cami Vell de Ciutat a uns 3 quilômetros de Artà. Este mosteiro foi fundado durante o século XIII. Foi um presente do Rei Jaime I aos monges premonstratenses da Abadia de Bellpuig de les Avellanes da Catalunha. Naquela época, visando o repovoamento de Artà, os monges usaram prédios construídos pelos romanos e árabes para serem anexados às novas construções. De todas estas obras, nos dias de hoje, somente a igreja gótica encontra-se bem conservada. © cepaArta © cepaArta E o artesanato tão famoso da cidade…como é? Sim, ele faz parte do dia-a-dia de Artà. Os artesãos elaboram a “llatra”. E do que se trata? Eles  trançam muito bem as folhas secas da palmeira nativa de Mallorca que chama-se “Garballó”, e assim  fazem cestas, bolsas para a compra e a praia e o que a criatividade mande! Por certo, a colheita destas folhas é feita de uma maneira exclusiva durante os primeiros quinze dias de julho e são secas debaixo do forte sol do verão maiorquino. Foto Wikipedia Foto Wikipedia www.illesbalears.travel www.illesbalears.travel A minha sugestão quando você estiver passeando pela cidade é tomar um cafezinho em um dos inúmeros bares da cidade e saborear uma ensaimada, um cocarróis, um gatò, ou um pamboli….doces e salgados maiorquinos muito saborosas que as confeitarias de Artà sabem fazê-las muito bem.   Gostou da leitura e de conhecer como é Artà? Compartilhe, por favor, com a família e amigos! Para o próximo Eliana’s Blog prometo mais novidades sobre Mallorca. Obrigada pela leitura e presença. Abraços de Mallorca,   Eliana Pacifico Guia Oficial de Turismo das Ilhas Baleares   Meu Facebook e meu Instagram
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Arta I (Thu, 27 Aug 2020)
Artà está situada no nordeste de Mallorca. Se você for de carro, o percurso será de uns 60 minutos desde o Aeroporto Internacional de Palma. A sua população é de aproximadamente uns 7.500 habitantes e esta cidade destaca-se pela sua cerâmica, produção agrícola, confeitaria, bolsas e produtos de vime muito originais. Os artanencos são conhecidos em toda Mallorca como pessoas que gostam muito de organizar e participar em festas. Por exemplo, desde 1581, eles comemoram o dia dedicado a Santo Antônio Abad, o padroeiro dos animais. As suas ruas são enfeitadas e o dia 16 de janeiro está dedicado às procissões, bailes regionais, fogueiras, shows, músicas, fogos artificiais etc. Chama muito a atenção a participação dos “Demonis” (diabos) dançando com a gente a um ritmo muito animado. É uma tradição muito antiga em quase todas as cidades maiorquinas. Entretanto o seu padroeiro é Sant Salvador cujas festas  são celebradas no começo de agosto.    Muitas civilizações estiveram em Artá, como por exemplo, os romanos, e, na época dos muçulmanos esta área era conhecida como o Distrito de Yartán. Ses Païsses, um povoado talaiótico, também está situado em Artà. De acordo com os historiadores, este núcleo existiu entre 850-123 a.C.. Este acampamento é um dos mais bem conservados de Mallorca, e, desde 1946 foi declarado  “Monumento Histórico-Artístico”. Por certo, a expressão Talayot origina-se do catalão e eram edifícios  criados com pedras bastante pesadas e grandes. Funcionavam como uma espécie de torre de vigilância e eram usados como o centro de uma sociedade. Ao redor deste prédio existiam as casas onde vivia  a população. Estas construções podem ser encontradas tanto em Mallorca como na Ilha de Menorca. Ses Païsses, um povoado talaiótico Ses Païsses, um povoado talaiótico Talaiot de ses Llenques. a pocos metros de la carretera Artá - Colònia de St. Pere. Talaiot de ses Llenques. a pocos metros de la carretera Artá - Colònia de St. Pere. O verde também está presente através do Parque Natural de la Península de Llevant. Montanhas, praias pouco visitadas e não massificadas, dunas, pinheiros, palmitos bem como tartarugas, gaivotas, águias, cabras, ovelhas etc estão neste entorno.   Sobre as praias ou calas em Artà vale destacar que as mesmas estão situadas a mais de 10 quilômetros da cidade, e, que o acesso às mesmas, na maioria das vezes, é feito através de caminhos na montanha. Estes percursos duram entre 20 minutos ou 2 horas dependendo do lugar escolhido. Se você gosta de caminhar valerá a pena contemplar as maravilhosas vistas sobre o mar e a montanha. Dentro deste conjunto existe uma exceção, a “Playa Colònia de Sant Pere”. Ela é considerada urbana e a sua localização está muito bem sinalizada entre o porto de Alcudia e Artà através da Autovia Ma-12. A Colònia é bastante tranquila, com muitas casas que pertencem aos maioquinos que vão ali para curtir o verão , com lugares para estacionar o carro tranquilamente e não é massificada. Um extenso passeio,bares, cafés, restaurantes e umas poucas lojas compôem este Resort. Quase todo o centro da cidade de Artà está organizado para os pedestres! Você vai ficar surpreso com as mansões que foram construídas entre os séculos XIX e XX pelos seus moradores que emigraram à América, Cuba etc e que depois de acumular uma tremenda fortuna, decidiram voltar à sua cidade natal e aí construir a casa mais bonita que a do seu vizinho. São os conhecidos “Indianos”. Nos dias de hoje muitas destas mansões transformaram-se em hotéis, museus, casas de cultura e são estupendas. O que mais posso indicar para visitar nesta cidade tão atrativa? Prometo para o próximo Eliana’s Blog! Muito obrigada pela leitura e presença. Gostou das fotos e de ler um pouco mais sobre Mallorca, por favor, compartilhe com a família e amigos. Até o próximo Eliana’s Blog. Abraços de Mallorca,   Eliana Pacifico Guia Oficial de Turismo das Ilhas Baleares   Meu Facebook e meu Instagram.   
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